EVOLUIR SEMPRE


06/02/2011


Você faz a diferença?

Muitas pessoas reclamam da política brasileira, muitos criticam os políticos brasileiros, muitos apontam erros do governo, muitos reclamam da qualidade dos serviços públicos, mas quem toma atitude para mudar?

 

De certo, eu reclamo, aponto erros e falhas, e crítico o desinteresse e esperteza por parte de políticos e parceiros de políticos. Mas o que fazer para mudar? Críticas apenas reforçam o que já está muito evidente para a maioria das pessoas. E no livro “O conflito das faculdades” (Kant), pergunto o que fazer para mudar a situação em qual se encontramos? KANT pergunta - Questão renovada: Estará o gênero humano em constante progresso para o melhor?

Em 1798, quando Kant questionou com relação ao futuro da humanidade, a França estava em conflito, existia a guerra, e não era a primeira e nem seria a última guerra da terra. As pessoas continuam a se matar, os quem está no poder, parece continuar a governar para si mesmo. A grande maioria das pessoas trabalha para si, as poucas que buscam desenvolvimento, pensam apenas em si. Então, o que fazer? Fazer a diferença com ações menos egoístas, trabalhando de forma abnegada.

 

Algumas pessoas perguntam se eu faço algo para mudar? Sim, eu respondo, tenho atitudes diferentes em relação às situações, busco desenvolvimento e compartilho com aquele que tem interesse em se desenvolver. Tenho ambição? Sim, tenho ambição, mas não tenho interesse em fazer parte da política. Isso significa que eu não gosto de política?  De forma alguma, me interesso pela política, e me interesso pelo o que é justo. Agora se me perguntardes: gosta de algum partido político? Respondo que não, não gosto de nenhum partido político, porque nenhum trabalha de forma efetiva e justa para o desenvolvimento do país; a política praticada é uma política de interesses e isso não me convém.

 

Diria que neste momento, posso fazer mais estando fora da política, pois não estaria vinculado a nenhum projeto corrompido qual me possibilitaria ganhar recursos financeiros extras. Prefiro dar aulas de grátis, e desenvolver os jovens num esporte, onde a palavra violência não faz parte do cotidiano nosso. Prefiro continuar a ajudar as pessoas a desenvolverem trabalhos escolares, e pesquisas de grátis, do que pregar um falso programa para o desenvolvimento e capacitação de jovens, tal como é o Enem e prouni. Ora, o que esses programas possibilitam? O ingresso de centenas de milhares de jovens despreparados para o ingresso na faculdade. Para o Brasil, esses números são bons, pois a comunidade internacional vê de forma positiva a política para a educação, mas para quem está aqui e consegue enxergar a situação real, sabe que não tem funcionado.

 

Não apenas crítico, mas faço a diferença compartilhando conhecimento, desenvolvendo pessoas para que possam enxergar as alternativas que existem e assim, não se tornarem cômodas perante uma situação. 

 

Ninguém muda ninguém, a motivação parte da pessoa, mas para que o desenvolvimento possa ser continuado, é necessário ter motivos para mudar, para isso é necessário ter pessoas proativas fazendo a diferença, pois muita coisa que é feita é feita com base em experiências observadas, com suas conclusões compreendidas.

Escrito por Paulo Costa às 00h25
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26/01/2011


Cliente x Empresa

E os políticos continuam a dar risada de nós! E as empresas continuam a fazer o que mais gostam que é faturar sobre os ignorantes que compram seus produtos de péssima qualidade.

 

Ainda hoje as pessoas dão valor a MARCA. Digo que podem convencer pessoas que se deixam levar pelo valor da marca. Mas o que vemos hoje? Marcas conhecidas, com produtos de baixíssima qualidade. Produtos e serviços são ruins e o pós-venda não pode fazer nada, porque os clientes também fazem por onde faturar sobre as empresas de modo corrupto. Vence o mais forte e inteligente. Empresas não podem fazer muito pelos consumidores por que o consumidor é um humano, e o humano é passível de fraude e corrupção, portanto, melhor deixar o consumidor entrar com um processo, do que ajudá-lo na concessão de algum benefício. Todo mundo hoje em dia é mercenário, são vorazes por dinheiro, só se lembram de fazer o bem (talvez) quando estão na beira do abismo. Aí dizem se arrepender. Outros são realistas e querem que os demais se explodam. Quanto mais pobres e idosos morrerem é melhor. E assim são as pessoas, egoístas, recíprocas para o que é ruim, demagogas, assim são os políticos e empresários, executivos velhos e novos, e assim são os pobres que se tornam ricos, quem se salva? Não Sei.

Digo que pouco me importa se empresas tais como, Fame, Lorenzetti, Brastemp, Ford, Fiat, são grandes empresas e marcas de grande valor, para mim, estas e outras não passam de empresas capitalistas que seguem um mesmo pensamento que é o de faturar e faturar, não importando com a qualidade de seus produtos.

 

O que as empresas fazem com os consumidores e clientes? As empresas fazem o que querem com seus clientes, atendem-nos como acham que devem ser. Pouco importa para as empresas se um desses clientes entra com um processo. Acredito que essas empresas, tais como Submarino e Americanas (que fazem parte de um grupo) possuem recursos para cobrir os pequenos gastos que tem com ações que recebem dos órgãos de proteção ao consumidor abertas pelos consumidores.  Indústrias também, pouco se importam com os consumidores, não possuem políticas definidas para tratarem os casos que os consumidores levam até as centrais de atendimento.

 

Reclamo não para externar a minha indignação, mas trago a luz este caso, para que possam ver e se possível tomar alguma ação, para tratar com mais rigorosidade essas empresas. Digo que cobrar impostos, tais como esse governo tem feito não é a solução. O modelo de gestão adotada por esse governo (me refiro a todos os governos - 1900 a 2011), não beneficiam a população. Todas essas políticas, ministérios, e órgãos paralelos que são responsáveis pela gestão do Brasil, são ineficientes por que não pensam necessariamente na condição (qualidade de vida) dos povos. Ou vocês acham que aumentar o poder de compra das pessoas é a melhor solução que você tem para ajudar no desenvolvimento de todos? Aumentar o poder de compra das pessoas é o mesmo que proporcionar às empresas um pacote de benefícios, onde uma população pouco inteligente tem dinheiro para gastar e enriquecer as empresas.

As pessoas continuam a pagar impostos sobre impostos, e as empresas também. O Governo continua a ganhar dinheiro, e alguns senhores que fazem parte da gestão pública se reúne para votar aumento salário de mais de 20% sobre o que já ganham. Isso é justo? Esse é o Governo humano, eu não tenho religião, mas acredito numa justiça! Acredito na justiça onde a pessoa para obter algum benefício tem que fazer por merecer. Agora, qualquer um merece cursar uma faculdade? Isso é justo? Qualquer um pode se candidatar e se eleger sem ter formação superior. Isso é justo? Onde fica o valor do conhecimento? Não existe mais valor? É suficiente ter fama, para ser digno de receber remuneração 10 vezes mais do que um trabalhador operacional. Onde está a dignidade se não vejo justiça?

Escrito por Paulo Costa às 12h20
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10/01/2011


Governo Populista

E as pessoas aplaudem de pé o Governo de 2002 a 2010.



Observem a sociedade?! Estamos felizes de fato? Aplaudimos o governo anterior, damos salve a excelência da gestão passada, isso parece ser muito bom, todos estão de bem com a vida e aprovam a política aplicada ao povo mais carente. Agora vejamos a realidade.

Já questionava Kant em o conflito das faculdades: “Questão Renovada: estará o Gênero Humano em constante Progresso para o melhor?

Os casos que poderiam conter uma predição são três. O gênero humano está ou em incessante regressão para o pior, ou em constante progressão para o melhor na sua determinação moral, ou em eterna detença no estádio atual do seu valor moral entre os diversos membros da criação (com que se identifica a eterna rotação em círculos à volta do mesmo ponto).


O que pode ser observado atualmente é que estamos numa regressão para o pior. Basta aceitar os fatos, analisem o que o Estado nos propõe. Quem na verdade está ganhando com este modelo de governo?


Atualmente temos uma “nova classe média”. Uma parcela da população saiu da pobreza financeira, o que possibilitou a estes o poder de adquirir bens.


A produção industrial, embora tenhamos passado por uma crise financeira recente, não tiveram sua economia fortemente atingida, algumas empresas apenas mudaram o seu quadro de colaboradores, reduzindo o seu número.


Com a grande demanda, as empresas que antes já visavam o lucro, agora produzem muito mais e com menos qualidade. Quem trabalha na pós-venda das empresas sabe que a qualidade dos produtos diminuiu, a grande demanda acelerou a produção. Tendo em vista a situação, maior a produção, maior o índice de produtos com falha e com menos qualidades. Empresas grandes nacionais não dão importância se um produto lançado recentemente apresentou falhas em sua produção, o que importa é o número de vendas. As empresas sabem que o número de pessoas que cobram seus direitos em relação ao lucro que ganham é pouco, por isso continuam a desrespeitar o consumidor que é o brasileiro da “nova classe média”.


O que adianta termos uma “nova classe média” e não termos uma classe com um nível intelectual evoluído ou pelo menos em constante desenvolvimento?


Uma sociedade em constante progresso para um futuro melhor, não visa apenas o poder de adquirir bens, mas também cuida do seu desenvolvimento intelectual.


Se desenvolver nos estudos, não para se sobressair dos percalços que as empresas nos impõem, com seus produtos de baixa qualidade, mas sim, para o bem de si mesmo.


Falemos de educação agora. Professores reclamam do salário que ganham, reclamam dos alunos que são mal educados, reclamam da infra-estrutura das escolas, mas pergunto: o que fazem para mudar? Não está para aquele a justiça se for merecedor, então o que faz você professor merecer um aumento salarial? Argumentar que por que os seus políticos aumentam seus próprios salários assim que acharem ser necessário? Isso não é um argumento válido. Ser professor é algo sacrificante, então por que escolheram ser professores? Ser professor é andar para frente, é inovar e sair do comodismo fazendo a diferença na vida das pessoas. Se o governo desenvolve apostilas que não boas para o desenvolvimento dos alunos por que não apontam isso e replicam ao governo?


E ainda assim batem palmas para o governo este que não fez nada para o bem real das famílias pobres. Ajudar as pessoas com benefícios simbólicos não é algo que se deva agradecer, por que não consigo algo inteligente. O governo tem acostumado as pessoas a viverem de forma cômoda, tantos por aí ganham uma miséria e com essa miséria matam a fome de suas crianças, mas até quando isso continuará? Eternamente ou até que surja um governo que pregue a realidade e faça com que esse povo trabalhe por si para ganha o valor que merecem.


Quem realmente o governo tem ajudado? Os ricos continuam a ganhar dinheiro. De certo concordo quem é rico cada vez mais tem que ganhar, e quem é pobre ou faz parte da “nova classe média” tem que continuar comprando produtos de baixa qualidade, para que as empresas continuem a produzir, e para que continuem a gerar empregos. Quanto mais empregos as empresas gerarem, mais impostos terão que pagar, e mais o Governo e as empresas irão ganhar. E a “nova classe média continuará na eterna rotação em círculos à volta do mesmo ponto”.


E ainda assim, as pessoas dão glória ao governo voltado para a grande massa, que não tem massa cefálica para mudar essa condição cômoda qual se encontra e que parece que não percebem ou simplesmente se deixam levar por que assim está bom e não precisa mudar.


As minhas observações são claras, e a solução é simples. Mas vamos continuar do jeito que está por que as pessoas, pelo menos quem não foi afetado diretamente ou quem está feliz com a vida que leva pouco se importam.


Vamos continuar pagando impostos para inflar o caixa do governo, as empresas vão continuar produzindo produtos em grande quantidade e com baixa qualidade, os consumidores que reclamarem vão continuar abrindo processos no PROCON e nos juizados especiais, os processos vão se acumular e vão continuar demorando meses até se darem conta. Mais pobres vão sair da pobreza extrema, vão ingressar na “nova classe média”, vão continuar a fazer dívidas, o número de pessoas inadimplentes irá aumentar, a educação continuará péssima, os professores continuarão a reclamar, os transporte público continuará péssimo e a cada ano mais caro, a liberdade sexual cada vez mais se propagará e se multiplicará, os casos de violência aumentarão. As igrejas continuarão a se multiplicar, teremos mais pastores ricos e membros pobres com a esperança de receberem algum milagre, os pastores com carro novo a cada ano e cada membro com dívidas maiores por que os 10% do seu salário terão dado para igreja. E continuarão a agradecer a Deus pelo governo atual, pois tem possibilitado a todos um maior poder financeiro, mesmo com tantos problemas reais ativos evidentes, não se importam, pois temos agora uma presidenta a frente do Brasil.


E vamos cegos aplaudir o governo por tantas mudanças em prol dos pobres que hoje não passam tanta fome como há 30 anos.

Escrito por Paulo Costa às 16h12
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01/11/2010


Transporte Público.

Em São Paulo, o transporte público tem melhorado, o problema é que o nível de educação das pessoas não tem evoluido como a qualidade do transporte. Isso se comparando com a melhora dos ônibus, se for comparar a qualidade dos trens com a qualidade da educação dos usuários temos uma grande disparidade, pois a educação dos usuários está muito distante. O transporte público tem melhorado, mas a falta de profissionais qualificados para administrarem a engenharia das máquinas fica a desejar. Porém, melhorou muito, mas pode melhor mais se continuarem limitando as vagas nos cursos de engenharia para aqueles que realmente tem condições de lidarem com cálculos complexos. Não vale ser apenas esforçado, tem que ser realmente bom naquilo que faz. Do contrário, a disparidade entre o usuário e máquina continuará.

Escrito por Paulo Costa às 14h48
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Política de salários.



Podemos dizer que todos aqueles que trabalham em cargos operacionais reclamam do salário que ganham. Operadores de telemarketing, professores do ensino básico e médio, coveiros, auxiliares administrativos, enfim, todos esses cargos operacionais entre outros. Esse pessoal tem como formação o ensino básico, outros tem o ensino médio, e outros tem o ensino superior.

Até parece que a formação média e superior tem grande peso no currículo. Poderia ter se realmente o ensino médio fosse médio e o ensino superior fosse superior. Até pode ser, mas o formado no ensino médio não garante que tem formação média e nem o graduado pode garantir que tem nível superior, pois, os resultados nos exames nacionais que identificam a qualidade do ensino mostram que o conhecimento desses pessoal formado está longe do nível que deveriam ter. Então, o salário pago para esses profissionais é justo, pois não trazem nenhum benefício diferenciado para a empresa que os contratam.

Escrito por Paulo Costa às 14h40
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Preconceito


É algo interessante, e realmente somos preconceituosos. A partir do momento que você julga alguém está agindo com preconceito. Fato, chamar o amigo de burro mesmo que na brincadeira é um preconceito. Preconceito ocorre a toda hora, seja no trem, seja no ponto de ônibus, na escola ou no trabalho, preconceito para com os gêneros que se dizem gostar de se relacionar com pessoas do mesmo sexo. Isso tudo ocorre porque tudo está exposto demais, e também ocorre porque o nível de educação das pessoas é baixo, e ocorre também porque tudo o que foge de um padrão pré-estabelicido é motivo de crítica. O padrão que existe está no código génetico. Quando a vontade exterior toma as ações diferentes do que está programado cria conflito com quem mantém o padrão, o ocasiona o ato preconceituoso de ambas as partes. Conclusão, ninguém está totalmente certo e ninguém está totalmente certo em suas ações. Portanto discutir preconceito é perda de tempo.

Escrito por Paulo Costa às 14h29
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Universidade para todos.

Universidade para todos.

Parece uma política politicamente correta, de fato não deixa de ser, porém, se tivessemos um número alto de jovens realmente capacitados para o ingresso no curso superior seria menos pior. Mas infelizmente isso não ocorre. Muitos alunos do ensino médio não estão preparados para o ingresso no curso superior, porém, mesmo assim, são aceitos nas instituições se comprovarem que sabem ler e escrever.  Sabendo ler e escrever ingressam na faculdade, poucos seguem até o fim, e os poucos que se formam, são exceções aqueles que concluem o curso com excelencia.

Escrito por Paulo Costa às 14h10
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Qualidade do ensino.

Em todos os níveis de ensino, a qualidade está insatisfatória porque os alunos são insatisfatórios. Num país tão grande como é o Brasil, a maioria de sua população é composta de familias desestruturas e economicamente deficientes, o que impacta no desenvolvimento do País. Alunos desinteressados, e desmotivados para com os estudos, professores desestruturados e desmotivados porque "ganham pouco", somados a infra-estrutura deficiente das escolas faz do Brasil um país com baixo nível intelectual.

Escrito por Paulo Costa às 14h02
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Racismo

A maior parte da população brasileira é composta de negros, lógicamente é por isso que a maioria não tem acesso aos benefícios que os brancos, porque os negros como são maioria, uma grande parcela desta maioria não buscam o crescimento intelectual, e isso tudo porque a educação do brasileiro é de baixo nível. A educação de baixo nível faz com que as pessoas se olhem com discriminação, e consequentemente racismo, este racismo que os próprios negros tem para a sua própria linhagem.

Escrito por Paulo Costa às 13h55
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14/04/2010


Qual motivo eu vou sorrir para a vida se ela nunca faz eu sorrir?

 

Qual motivo eu vou sorrir para a vida se ela nunca faz eu sorrir?

(frase de um amigo)

 

Respondo tendo como base o Mito da Caverna (A República, Platão).

O mito da caverna é o livro sétimo de A República.

 

Embora o mito seja visto como alegoria, parábola ou metáfora sobre uma atitude filosófica em meio a uma sociedade de pensamento limitado e restrito, cujo poder político proíbe de certa forma as pessoas de pensarem e se desenvolverem na formação de conceitos. Tentarei aqui relaciona-lo com a questão do meu amigo assim dando-lhe uma resposta.

 

No mito Platão expõe o seguinte, “imagine uma caverna onde as pessoas vivem presas não podendo nem mexer a cabeça? Na caverna só existe uma fogueira, e acima um ponto de luz onde as pessoas que estão lá embaixo conseguem observar sombras que andam de um lado para o outro.” Pergunto, qual motivo eu vou sorrir para a vida se ela nunca faz eu sorrir?

 

No mito também encontramos a seguinte passagem: “Um dia um daqueles que estão presos, resolve sair de lá, sobe a ladeira, e chega ao topo, ao olhar direto para o sol, tem seus olhos ofuscados, demora, mas se acostuma com a nova realidade, o conceito de realidade que tinha até então não há mais, o sujeito observa que lá embaixo na caverna tudo o que teria visto não passava de um conceito limitado e de representações do que poderia ser a realidade.” Compreendemos que houve uma atitude, este que resolveu sair, Platão o considera como um filósofo, que impaciente não concordava em ficar na caverna exposto aos limites impostos pela sociedade, apenas observando e imaginando o que poderia ser tais sombras e de como viver como cidadão social político participativo.

 

Atitude, mas a atitude tem um preço. Encontramos uma passagem no Mito que nos conta: “E aquele que resolveu sair, compreendeu que a vida na caverna não era nada se comparado ao que a sociedade poderia lhes conceder, liberdade para pensar e produzir conhecimento, participar, opinar com fundamentações lógicas. Este que saiu decidiu voltar para a caverna para contar aos demais que tudo aquilo ali não passava de meras idéias, representações, e que a vida estaria fora da caverna, este ao voltar à caverna, voltou com o intuito de expandir a visão dos demais, proporcionar outros ângulos, mostrando-lhes alternativas, não foi mais aceito, pois aqueles que lá estavam não aceitavam tal argumento, pois concordavam que aquele que saiu tivera ido contra as regras e leis da caverna e portanto decidiram mata-lo. O filósofo então proposto por Platão no Mito da caverna, era Sócrates, pois o mesmo teria mostrado para os indivíduos de sua pátria que o governo correto não era aquilo na verdade, e mesmo sendo um patriota, filósofo e questionador, foi proposto e condenado à morte pela sua atitude política filosófica.

 

A vida não sorri para nós, e se agirmos com reciprocidade para com a vida, nada mudará, visto que para que as conseqüências mudem, a necessidade de tomarmos ações diferentes se necessárias. Se uma pessoa olhar para você e você retribuir de maneira igual, o que ganhará? E se fizer o contrário, sorrir, relevar, o que poderá ocorrer? Ora, chega um momento que precisamos tentar seguir por outras vias, se por um caminho não dá ou é muito difícil de prosseguir, devemos utilizar a inteligência que temos para criar alternativas e assim continuar evoluindo. Se a vida não nos faz sorrir, não é um problema global, é um problema individual. A partir do momento que você tomar a atitude de sorrir, dificilmente receberá um olhar negativo com traços faciais rígidos e indigestos. Atitude é tudo, aceitar tudo como se não houvesse alternativas, não é ser inteligente.

 

Escrito por Paulo Costa às 21h10
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